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Saiba tudo sobre a PrEP: novo medicamento contra o HIV

Você sabe o que é Profilaxia Pré Exposição ou PrEP? Esse tratamento trata-se de um comprimido a ser tomado diariamente que diminui significativamente as chances de contrair HIV. Adotado em muitos países, como EUA e França, no Brasil temos um dos sistemas mais avançados nesse tipo de ação preventiva, pois a PrEP é distribuída no SUS desde dezembro de 2017 em 11 estados e deve chegar para todo o país a partir de abril de 2018. É recomendado como um método extra de prevenção, ou prevenção combinada.

Esse tratamento consiste em uma pílula que combina os medicamentos antirretrovirais tenofovir e o entricitabina. Funciona como uma espécie de bloqueio para o vírus HIV no organismo, impedindo que ele se espalhe no corpo de quem toma corretamente. Essa combinação de medicação já é usada desde 2010 no tratamento e prevenção da disseminação do HIV, estando disponível em farmácias especializadas e em breve chegando ao sistema público.


O método mais conhecido de prevenção ao HIV, além da camisinha, é o da Profilaxia Pós-exposição (PeP), também distribuído no SUS. Esse método funciona no pós exposição ao vírus. Deve ser iniciado até 72 horas após a relação sexual e continuado o uso de três medicamentos por 28 dias. 

Qual é a eficácia da PrEP?

O início do efeito protetivo do medicamento é considerado a partir de 7 dias de uso diário para sexo anal e 20 para sexo vaginal. A medicação está em testes desde 2014 num programa nacional. Um estudo da USP em parceria com o Ministério da Saúde concluiu que 100% dos pacientes que fizeram uso correto da medicação ficaram livres do HIV durante o período avaliado. No entanto, quase todos os voluntários eram homens homosexuais, então um estudo mais amplo ainda precisa ser feito. Ainda assim, é uma notícia tranquilizadora para muitos a disponibilidade de mais esse método para cuidar da saúde.

Quem pode fazer uso?

No SUS são privilegiados aqueles que se encaixam em critérios de alta vulnerabilidade à contaminação com o vírus: trabalhadores do sexo, casais sorodiferentes (quando um dos membros já carrega o vírus) e a população trans ou gay, especialmente homens. Também é uma alternativa para pessoas que fazem uso recorrente da PEP, tratamento que tem mais efeitos colaterais. É necessário prescrição para ter acesso ao medicamento e só um médico pode determinar a aplicação em cada caso individual.

Quais são os efeitos colaterais?

De acordo com o estudo, menos de 1% dos pacientes sentem reações adversas. Alguns manifestaram problemas gastrointestinais, como náusea, diarréia ou alterações renais e ósseas. Fora do Brasil, pacientes se queixam de efeitos no sono quando fazem uso prolongado da medicação. É imprescindível o acompanhamento médico dos pacientes que fazem uso da PrEP.

Se interessou por esse tratamento? Confira aqui na lista do SUS se já está disponível na sua cidade. Porém, fique atento. Além de caros, esses medicamentos não são os substitutos dos métodos de prevenção que já existem. Só a camisinha previne todas as DSTs e gravidez indesejada sem afetar em nada o seu organismo. Além disso, testes para o HIV e outras doenças também são muito importantes para evitar a transmissão e que a doença se agrave sem tratamento. O teste é gratuito no SUS, então não tem desculpas.



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