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Você sabia que a cor das tuas fezes pode dizer muito sobre a sua saúde? Confira!

A cor das fezes, assim como sua forma e a consistência, normalmente, refletem a qualidade da alimentação e, por isso, estão muito relacionadas com o tipo de alimentos ingeridos. No entanto, as alterações na cor também podem indicar problemas intestinais ou doenças, como hepatite ou úlcera gástrica, por exemplo.

Geralmente, quando a cor é alterada pela ingestão de alimentos, pode permanecer assim até um máximo de 3 dias. Por isso, se a alteração permanecer por mais tempo, é importante consultar um gastroenterologista para identificar se existe um problema e iniciar o tratamento adequado, caso seja necessário.

O que a cor das fezes pode significar? 

As principais causas de alteração na cor das fezes podem ser:

1. Fezes verdes


As fezes verdes são mais comuns quando o intestino está funcionando muito rápido e não tem tempo suficiente para digerir corretamente a bile, como acontece durante situações de estresse ou em crises do intestino irritável. Além disso, o cocô verde também pode aparecer quando se ingere muitos vegetais verdes, como espinafre, ou quando se faz suplementação de ferro, por exemplo.

O que fazer: deve-se avaliar se existe ingestão aumentada de vegetais verdes ou se está a tomar um remédio com ferro na sua composição. Caso não seja o caso, é aconselhável consultar um gastroenterologista se o problema se mantiver por mais de 3 dias.

2. Fezes amarelas


Este tipo de cocô normalmente indica dificuldade para digerir a gordura e, por isso, pode estar relacionado com problemas que diminuem a capacidade de absorção intestinal, como doença Celíaca, ou ser causado pela falta de produção de enzimas no pâncreas, podendo indicar problemas neste órgão. Além disso, as fezes amarelas também podem surgir no caso de infeções intestinais.

O que fazer: deve-se estar atento a outras mudanças nas características das fezes, como consistência e forma, e caso a alteração dure mais de 3 dias é recomendado consultar um gastroenterologista para identificar o problema e iniciar o tratamento adequado.

3. Fezes escuras


As fezes escuras ou negras são, geralmente, acompanhadas por um odor muito mais fétido do que o normal e podem ser sinal de sangramento em algum lugar ao longo do sistema digestivo, devido a úlceras ou varizes esofágicas, por exemplo. No entanto, o cocô escuro também pode ser produzido pelo uso de suplementos de ferro.

O que fazer: caso não se esteja a ingerir suplementos ou remédios com ferro é recomendado consultar o mais rápido possível um gastroenterologista ou ir ao pronto-socorro, caso surjam outros sintomas, como febre, cansaço excessivo ou vômitos.

4. Fezes avermelhadas


Estas geralmente indicam a presença de sangue e, sendo assim, são muito frequentes em situações de hemorroidas, por exemplo. Porém, também pode ocorrer sangramento devido a infeções, problemas inflamatórios, como doença de Crohn e colite ulcerativa ou doenças mais graves, como câncer.

O que fazer: é recomendado ir ao pronto-socorro ou consultar imediatamente um gastroenterologista para diagnosticar o problema e iniciar o tratamento adequado.

5. Fezes claras


As fezes claras, ou esbranquiçadas, surgem quando existe muita dificuldade do sistema digestivo para digerir a gordura e, por isso, são um sinal importante de problemas no fígado ou nas vias biliares.

O que fazer: é aconselhado consultar um gastroenterologista para fazer exames de diagnóstico, como tomografia ou ultrassonografia, diagnosticar o problema e iniciar o tratamento adequado.

Alteração da cor das fezes no bebê

As fezes do bebê logo após o nascimento, têm uma coloração escura esverdeada e uma textura pegajosa e elástica, que se chama mecônio. Durante os primeiros dias, a cor se torna mais esverdeada e depois mais clara, de acordo com a quantidade de gordura e água presente no leite que ele toma. Geralmente, as fezes costumam ser aguadas, com alguns grumos, lembrando a aparência das fezes dos patos ou galinhas.

Durante os primeiros 15 dias é comum que os bebês evacuem fezes líquidas de 8 a 10 vezes por dia, ou todas as vezes que mamam. Quando a mãe tem prisão de ventre, é possível que a criança passe mais de um dia sem evacuar, mas, quando evacuar, as fezes devem ter o mesmo aspeto aquoso e com grumos.

Aos 6 meses, ou quando o bebê começa uma alimentação diversificada, as fezes voltam a mudar de cor e consistência, se tornando mais parecidas com as fezes de uma criança ou adulto, tanto no que diz respeito à cor, como à consistência e aroma. Isso porque a capacidade digestiva já começa a ser mais complexa e os alimentos que ele ingere são cada vez mais parecidos com os alimentos do resto da família.



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