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Por que vacinar ou não a criança é tão importante e impacta a vida de todo mundo?

Até o 1º dia de agosto de 2018, foram registrados 742 novos casos de sarampo no Amazonas e em Roraima, segundo o Ministério da Saúde. Outros 4.470 estão sob investigação. O número assusta, principalmente porque o país não sofria a iminência de surtos desse tipo há anos, e agora se vê em uma situação preocupante.

Segundo especialistas da área, como a médica Mônica de Araújo Álvares da Silva, membro do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, as pessoas estão indo menos aos postos de saúde para se imunizar e imunizar seus filhos.

A seguir, a especialista conta por que seguir a caderneta de vacinação, ainda na infância, é tão importante para a saúde do indivíduo e coletiva.

Vacinação na infância

Sistema imunológico

Fonte: Vix

Conforme a médica explica, crianças muito pequenas ainda estão formando o seu sistema imunológico e, por isso, são as mais sensíveis a possíveis doenças.

E mais, se forem infetadas com algo mais grave, sentem mais os sintomas, podem ter sequelas e até mesmo morrer. “Até mais ou menos os 5 anos de idade o sistema imunológico da criança ainda está em formação e é preciso atenção”, aconselha Mônica.

Por que há baixa procura por vacinas?

Para a imunologista, é uma combinação de fatores que afastam as pessoas dos postos de vacinação. O primeiro deles é a disseminação das fake news, que tomam grandes proporções e criam "falsas verdades".

“As pessoas não percebem o risco da doença e não se sentem ameaçadas, mas por algum motivo têm medo da vacina”, conta Mônica, que cita, ainda, que um dos maiores mitos com relação às vacinas é sobre o malefício do mercúrio contido nelas para a saúde.

O mercúrio nada mais é do que um conservante, que evita a contaminação por fungos, bactérias e outros microrganismos, e assegurado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Outro ponto importante é a real falta de estrutura hospitalar em cidades pequenas do Brasil. Há diversos locais com pouca estrutura, tanto de informação, no sentido de campanhas benfeitas, quanto de equipamentos para a vacinação da população.

Impacto no coletivo

Embora a vacinação seja imprescindível para proteger o organismo do indivíduo, Mônica de Araújo Álvares da Silva, membro do Departamento Científico de Imunização da ASBAI explica que ele é ainda mais importante para a sociedade como um todo.

"Isso porque as pessoas podem não se sentir doentes, mas podem estar carregando o vírus no organismo e não desenvolver sintomas pelo bom funcionamento do sistema imunológico forte. No entanto, elas podem transmitir para grupos de risco, como grávidas, crianças, idosos e imunodeprimidos”, aponta Mônica.

Por isso, quando 95% da população está vacinada contra alguma doença que está erradicada até quem não tomou vacina pode se sentir protegido. Mas quando a doença cai em descontrole, essas pessoas representam um risco para elas mesmas e para a saúde pública e coletiva.

Doenças controladas podem voltar?

Fonte: Vix

Diversas doenças infeciosas, como poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche são só alguns exemplos de doenças comuns no passado e que as novas gerações só ouvem falar em histórias, estão ficando cada vez mais raras, e muito por conta do esforço coletivo de imunização.

Só que esse resultado só continua a existir quando as pessoas mantêm a vacinação em dia, já que com a globalização, não há como controlar quem entra ou sai do país com tanto rigor.

Como a vacina age no organismo?

Quando uma pessoa entra em contato alguma substância estranha em seu organismo, o sistema imunológico dela começa a agir e produzir anticorpos para brecar a ação daquele corpo estranho.

No entanto, essa produção não é tão rápida a ponto de prevenir os sintomas da doença. Mas se algum tempo depois aquele organismo invadir o corpo novamente, o sistema imunológico já saberá como agir e fará isso rapidamente.

É assim que a vacina age, usando antígenos que causam determinada doença, mas enfraquecidos ou mortos, para estimular a imunidade a proteger o organismo, mas não a ponto de deixá-lo doente — por isso algumas pessoas têm efeitos colaterais após algumas vacinas, algo completamente normal.



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